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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O profeta não é bem recebido em sua casa (Lc 4,21-30) - Edmilson Schinelo


Ampliar imagem Não é este o filho de José?






Isaías: O Espírito do Senhor me ungiu para anunciar a boa notícia aos pobres (Lucas 4,16-19).



Sentado, observado por todos com atenção, ele proclama: Hoje se cumpriu aos vossos olhos essa passagem da Escritura (Lucas 4,21). Suas palavras despertam admiração e respeito. Mas ao mesmo tempo, escândalo: Não é este o filho de José? (Lucas 4,22).
Qual a causa de tanto espanto? (Lc 4,22-24)
Jesus havia afirmado que o Espírito estava sobre ele. Logo sobre ele, uma pessoa simples ali da aldeia, o filho de José, que todo mundo conhecia! Ele não era sequer sacerdote do Templo! Com que ousadia afirmava ter recebido o Espírito? Por trás destas perguntas, ainda nos dias de hoje, está outra indagação: será mesmo verdade que a salvação vem dos pequeninos?

Passando pelo meio deles... Carlos Alberto Contieri

O versículo 21b (Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir) e os versículos 22-23, onde encontramos uma reação positiva dos ouvientes presentes na sinagoga de Nazaré ao comentário de Jesus sobre o trecho do livro do Profeta Isaías, poderiam nos levar a entender que os pobres, o cativos, os cegos, os oprimidos fossem os destinatários da mensagem, aos quais Jesus foi enviado. No entanto, nos versículos 22-27, Jesus exclui os Nazarenos de sua mensagem salvífica.
E a evocação dos fatos tirados do ciclo de Elias e Eliseu estabelece um paralelo entre Israel e Nazaré. Nazaré passa a ser o protótipo da rejeição de Jesus por Israel. Jesus é um profeta não somente porque ele sabe-se enviado, mas porque é rejeitado.
Eis o critério que permite verificar a autenticidade de sua vocação: "... nenhum profeta é aceita na sua própria terra" (v. 24). O profeta é  consciente das dificuldades na realização da missão, por isso é chamado a viver na confiança: "Farão guerra contra ti, mas não te vencerão, porque estou contigo para te defender, oráculo do Senhor" (Jr 1,19).
Não há nada nem ninguém que possa impedir o Senhor de continuar o seu caminho de realização da vontade do Pai: "Passando pelo meio deles, continuou o seu caminho" (v.30).

por www.paulinas.org

Pedro Casaldáliga: A morte não tira o fôlego


 A entrevista é de Jesús Bastante e publicada pelo sítio Religión Digital. A tradução é do Cepat.




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No começo de dezembro de 2012, o bispo Pedro Casaldálida teve que deixar São Félix do Araguaia, MT, por uma nova série de ameaças de morte. “Ele não queria que seu povo sentisse que estava fugindo”, conta Mari Pepa Raba que, assim como seu marido,José María Concepción, mora há muitos anos perto de Casaldáliga. Ambos, hoje, nos introduzem nesta história.

Felizmente, hoje, Pedro volta a estar em sua casa, em sua diocese e com sua gente, no “simples palácio episcopal” que nos descreve Mari Pepa: “Uma casa simples com janelas de madeira e telas contra mosquitos”.

Ambos nos falam da causa indígena pela qual, segundo reconhece José María, “o Governo brasileiro (também) tomou a decisão política clara”, e confessam que “a morte não tira o fôlego de Pedro Casaldáliga”.

                                                                       Conheça: Profetas da Bíblia: gente de fé e de luta 
Eis a entrevista.